O Brasil já soma 502 milhões de dispositivos digitais em uso, entre PCs, notebooks, tablets e smartphones. O dado, revelado pela 36ª Pesquisa Anual do FGVcia (FGV), mostra que o país tem uma média de 2,4 aparelhos por habitante.

O destaque absoluto vai para os smartphones: são 272 milhões de celulares inteligentes em funcionamento em todo o país. Isso significa que existem 1,3 smartphones para cada brasileiro, superando com folga o número de habitantes.

Para quem tem pressa:

  • 502 milhões de aparelhos: o Brasil já tem mais do que o dobro de dispositivos digitais (celulares, tablets e PCs) em relação ao número de habitantes;
  • Smartphone é rei: são 272 milhões de celulares inteligentes em uso, uma média de 1,3 aparelho por brasileiro;
  • IA no “papel”: embora 80% das empresas digam que usam inteligência artificial, 75% delas ainda utilizam a tecnologia de forma muito limitada;
  • Investimento recorde: o gasto médio das empresas com TI saltou de 1,3% em 1988 para 10% da receita em 2024.

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(Imagem: Summit Art Creations / Shutterstock)

Pela primeira vez, o estudo da FGVcia mapeou o uso de ferramentas de inteligência artificial generativa (IAG) nas empresas brasileiras. O Microsoft Copilot aparece na frente com 40% de participação, seguido pelo ChatGPT (32%) e pelo Google Gemini (20%).

Apesar do forte investimento das Big Techs, a aplicação prática dessas ferramentas ainda engatinha. Segundo o coordenador da pesquisa, professor Fernando Meirelles, o cenário é de “baixa aderência real”.

Chamou atenção o baixo uso de Inteligência Artificial nas empresas: embora 80% declararam utilizá-la, 75% delas usam muito pouco. Outro ponto é que as empresas estão realizando mais reuniões híbridas, com predominância do programa Teams e o uso de Excel.

Fernando Meirelles

Um dado curioso da pesquisa que reforça esse cenário: no departamento financeiro, 90% das análises de inteligência analítica ainda são feitas via Excel, apesar de todo o arsenal de ferramentas modernas de BI (Business Intelligence) disponíveis no mercado.

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Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

O avanço da tecnologia no cotidiano corporativo reflete diretamente no bolso das empresas. A pesquisa da FGV aponta que os gastos e investimentos em TI (que incluem hardware, software, serviços e pessoal) cresceram de forma consistente nos últimos 36 anos: saltaram de 1,3% da receita em 1988 para os atuais 10% em 2024.

E a tendência é de alta. O estudo estima que esse índice deve ultrapassar os 11% nos próximos dois ou três anos, impulsionado pela “nuvem”, que já responde por 52% do processamento nas empresas brasileiras.

O setor bancário é o grande destaque dessa conta. A expectativa é que o investimento em tecnologia nos bancos atinja R$ 56 bilhões até 2027. Segundo o professor Meirelles, o foco das empresas agora é o “Alinhamento Estratégico”, integrando inteligência analítica e a implementação de novos Sistemas Integrados de Gestão (ERP).

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