Se você acompanha o Diolinux há algum tempo, sabe que testar sistemas operacionais faz parte do nosso DNA. Já passaram pelo canal distribuições Linux populares, projetos experimentais, sistemas obscuros, builds customizadas e até plataformas que muita gente nem considera no dia a dia.

Talvez por isso uma das perguntas mais frequentes seja: “Mas afinal, qual sistema você realmente usa?” A pergunta é justa.

Testar é uma coisa. Trabalhar, estudar e jogar todos os dias é outra. E hoje nós vamos abrir o jogo: estes são os sistemas que o Dio realmente está usando em 2026 nos computadores principais, laptops, smartphone, servidores e até nos consoles.

Antes de tudo, vale deixar claro: a filosofia continua a mesma de sempre. Sistemas operacionais são ferramentas. E ferramenta boa é aquela que resolve o problema.

Laptop principal: MacBook com dual boot

O laptop principal continua sendo um MacBook. Nele roda um dual boot entre o macOS (na versão Tahoe) e o Asahi Linux.

Apesar do Linux estar instalado, o uso principal nesse equipamento é o macOS. Ele acaba sendo mais prático para tarefas web, escrita e algumas integrações específicas, inclusive com softwares proprietários como o Imaging Edge, usado para controlar remotamente uma das câmeras do estúdio.

As customizações são mínimas. Dock sempre visível, poucos ajustes visuais e o uso do Rectangle para melhorar o gerenciamento de janelas. No terminal, Homebrew e ZSH continuam sendo o padrão.

É uma máquina de produtividade leve e portátil, não de experimentação.

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O companheiro de viagem: Chromebook

Quando a ideia é viajar leve, entra em cena o Chromebook rodando ChromeOS.

Hardware simples, bateria excelente e foco total em tarefas web. Nada de ativar contêiner Linux ou inventar moda: navegador, e-mail, comunicação com a equipe e pronto.

É o exemplo perfeito da filosofia “suficientemente bom”. Não é a máquina mais poderosa, mas resolve o problema.

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Smartphone principal: Galaxy S25 com Android

No bolso, o sistema é o Android em um Galaxy S25.

Aqui vemos novamente a regra da simplicidade: interface limpa, poucos aplicativos na tela inicial, quase nada de bloatware da fabricante e organização em pastas. O smartphone também integra com o homelab com apps para backup, controle de servidores e sincronização com ferramentas como Obsidian.

Os wallpapers? Fotos tiradas autorais.

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Steam Deck: o console que roubou a cena

Nos últimos tempos, a principal máquina de jogos tem sido o Steam Deck rodando SteamOS.

Configuração quase padrão, mas com ajustes inteligentes de energia, limitando jogos a 30 FPS para ganhar autonomia de bateria, por exemplo.

Ele praticamente substituiu o PC gamer tradicional para boa parte do tempo de lazer.

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O PC gamer (quase um console)

O desktop gamer continua existindo, mas anda meio abandonado. Ele roda dual boot com Linux Mint e Windows 11.

O Windows foi totalmente “deboated”, transformado quase em um console dedicado a jogos que ainda não rodam no Linux (como Valorant). Sem login de conta Microsoft, sem aplicativos desnecessários, wallpaper preto e só o essencial instalado.

A ideia é apenas usar Windows apenas quando necessário. E isso tem sido muito raro.

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O PC principal de trabalho

Aqui está o coração da operação. O sistema principal é o Pop!_OS 22.04 LTS com a antiga interface COSMIC baseada em GNOME.

É o ambiente de foco e produtividade desde 2022. Setup com dois monitores, extensões mínimas, organização por pastas de aplicativos e várias ferramentas de virtualização para testes.A decisão de permanecer na versão 22.04 considera a estabilidade até 2027 e o fato de que o novo COSMIC ainda não está bem polido. Mas o futuro está sendo testado.

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No mesmo desktop existe um dual boot com Bazzite. É uma distro para gamers, mas surpreendentemente competente como desktop tradicional, especialmente com KDE Plasma.

Ele traz tecnologias mais recentes do ecossistema Linux e uma experiência muito próxima do SteamOS, algo interessante para entender melhor a direção que o mercado está tomando.

Nem tudo é perfeito, mas o saldo tem sido extremamente positivo.

Servidores e homelab

Atualmente existem quatro servidores ativos:

  • Um NAS com TrueNAS;
  • Um NAS da Synology rodando DSM;
  • Um ZimaBoard com Ubuntu para LanCache;
  • Um Terramaster rodando ZimaOS.

Há planos para expandir, talvez voltar ao Proxmox VE em produção, mas isso continua em evolução.

A filosofia por trás de tudo

Pode parecer contraditório para um canal focado em Linux utilizar macOS, Windows e ChromeOS. Mas essa sempre foi a essência do Diolinux: conhecer para opinar com propriedade.

Limitar experiências não ajuda ninguém. Estar familiarizado com múltiplos sistemas permite análises mais técnicas, críticas mais justas e recomendações mais realistas. No fim das contas, sistemas operacionais são ferramentas. E ferramentas existem para resolver problemas.

Se amanhã surgir algo melhor para a tarefa, a ferramenta muda.

E se você tiver um computador antigo parado em casa, ele pode se tornar seu servidor doméstico, te ajudando em tarefas que talvez você nem saiba que são extremamente úteis.