Nesta terça-feira (17), acontece o primeiro eclipse de 2026: um solar anular. Infelizmente, ainda não é desta vez que o Brasil ganha um “Anel de Fogo” no céu em pleno Carnaval – mas isso vai acontecer no ano que vem!

[Em atualização]

Sobre os eclipses solares:

  • Um eclipse solar ocorre quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, lançando uma sombra sobre determinada área do planeta e bloqueando total ou parcialmente a luz solar;
  • Existem três tipos mais conhecidos desse fenômeno: parcial, anular e total;
  • Há ainda um quarto padrão, mais raro, que praticamente mistura todos eles: o híbrido (como o que aconteceu em abril de 2023).

O eclipse solar anular acontece quando a Lua Nova se posiciona exatamente entre a Terra e o Sol. Como sua órbita ao redor do planeta não é perfeitamente circular, mas levemente alongada, há momentos em que ela está mais próxima e outros mais distante. Quando está mais afastada, a Lua parece um pouco menor no céu, razão pela qual não consegue encobrir o Sol por inteiro, deixando uma borda brilhante visível ao seu redor – cria o chamado “Anel de Fogo”. 

Representação artística de um eclipse solar anular testemunhado por pinguins na Antártica. Crédito: Imagem gerada por IA/Gemini

Fases do eclipse solar anular

O eclipse solar começou às 6h56 (horário de Brasília), sobre o extremo sul do Oceano Antártico e áreas costeiras da Antártida. Foi nesse ponto remoto, coberto por gelo e mar, que a sombra mais clara da Lua tocou primeiro o planeta, iniciando a fase parcial do fenômeno. A partir daí, o eclipse avança pelo Hemisfério Sul, projetando lentamente a “mordida” no disco solar.

Horários de cada fase:

  • Início do eclipse parcial: 6h56
  • Início da anularidade: 8h42
  • Eclipse máximo: 9h12
  • Fim da anularidade: 9h41
  • Fim do eclipse parcial: 11h27
Quando a Lua encosta na borda do Sol, ocorre o chamado primeiro contato. Esta imagem é meramente ilustrativa para representar a fase inicial, já que o eclipse solar desta terça-feira (17) ocorre em locais muito remotos do planeta, tornando difícil obter imagens ao vivo do fenômeno. Crédito: Vítor R. Ruiz – Flickr / Creative Commons

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A fase anular – quando surge o chamado “Anel de Fogo” – ocorre entre 8h42 e 9h41 e fica restrita à Antártida e ao Oceano Antártico. A faixa de anularidade tem cerca de 600 km de largura, e apenas dentro desse corredor o alinhamento é perfeito, com a Lua centralizada diante do Sol. Bases científicas como a Estação Concordia estão entre os poucos pontos habitados que poderão observar o auge do fenômeno.

A Estação Mirny, na Antártida, pertencente à Rússia, é um dos poucos locais no mundo em que há pessoas para ver o “Anel de Fogo”, ao longo de 1 minuto e 47 segundos. Crédito: Sergey 402 – Shutterstock

Enquanto isso, a sombra parcial se espalha por áreas mais amplas. No sul da América do Sul, cidades como Punta Arenas e regiões próximas ao Estreito de Magalhães verão o Sol parcialmente encoberto. Postos como Base Marambio, na Península Antártica, e Base Orcadas, na ilha Laurie, no arquipélago das Ilhas Orcadas do Sul, no Atlântico Sul, também acompanham o evento. 

No sul do continente africano, o eclipse parcial poderá ser visto em Cidade do Cabo, Durban e Maputo, além de países como Botsuana e Zimbábue. Ilhas do Índico, como Maurício e Reunião, também entram na rota. O fenômeno termina às 11h27, quando a sombra deixa o oeste da África próximo à linha do Equador e o Sol volta a brilhar por completo.

Com informações do Time And Date, Starwalk e Space.com

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