O Zorin OS há tempos se destaca entre as distribuições Linux mais acessíveis para quem vem do Windows. Baseado no Ubuntu e conhecido pelo visual polido e familiar, o sistema sempre teve como meta oferecer uma transição suave para o mundo open source. Mas a versão mais recente, o Zorin OS 18, conseguiu algo que poucas distros já alcançaram: atenção em massa.

Lançamento em hora perfeita

O novo Zorin foi lançado em 14 de outubro de 2025, exatamente no dia em que o Windows 10 perdeu o suporte oficial da Microsoft. A “coincidência estratégica” não poderia ser melhor. Com milhões de pessoas insatisfeitas com as exigências do Windows 11 e o avanço da inteligência artificial no sistema da Microsoft, o Zorin é uma alternativa moderna e confiável, sem exigir novo hardware.

A versão 18 chegou com um visual mais arredondado, novas opções de layout (inclusive semelhantes ao Windows 11 e ao Linux Mint, que também é semelhante ao Windows 7), recurso de tiling para organizar janelas e um criador de webapps, que transforma sites como o WhatsApp ou o Google Docs em aplicativos nativos. Tudo pensado em proporcionar familiaridade e conforto para quem vem de outros sistemas, mantendo todo o potencial que uma distro Linux pode oferecer.

Um recorde histórico

Dois dias depois do lançamento, a equipe publicou um anúncio que surpreendeu até os veteranos do Linux:

“O Zorin OS 18 acabou de atingir 100.000 downloads em pouco mais de dois dias 🎉
Mais de 72% vieram do Windows, refletindo nossa missão de oferecer uma alternativa melhor aos sistemas das Big Tech.”

Esse número, 100 mil downloads em 48 horas, marca o maior lançamento da história do projeto. E o mais impressionante é a origem das instalações: quase três em cada quatro usuários vieram do Windows. Um sinal de que a distribuição está conseguindo alcançar seu público-alvo.

Zorin OS 18 atrai multidão de ex-usuários do Windows

Nas redes, a resposta foi imediata. Usuários celebraram a leveza (“roda liso num notebook de 17 anos com 2 GB de RAM”) e o design (“a única distro que consegui usar sem abrir o terminal”). Houve críticas, claro, especialmente à escolha do Brave como navegador padrão, vista por alguns como uma decisão controversa frente ao Firefox. Mas a recepção geral foi extremamente positiva.

Ainda é cedo para dizer se esses novos usuários permanecerão no Zorin OS, mas o feito é inegável. A combinação de timing, experiência amigável e apelo visual fez o sistema brilhar em um momento de transição tecnológica.

Pode não ser “o ano do Linux no desktop”, mas, um grande passo para o Zorin OS.

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