Montar um computador sem estourar o orçamento é um desafio que muita gente enfrenta. Seja para fugir da lentidão de máquinas antigas ou para montar um setup funcional de baixo custo, a verdade é que com escolhas inteligentes ainda é possível encontrar soluções na faixa dos R$ 1.000. Mas é preciso alinhar expectativas: esse tipo de PC ficará longe de entregar gráficos de ponta ou suportar softwares muito pesados. O segredo está em saber exatamente o que você precisa e como tirar o máximo proveito de cada componente.

O mito do “PC jurássico”

É comum acreditar que basta instalar Linux em um computador muito antigo para ganhar uma máquina moderna e rápida. Embora as distribuições leves consigam dar sobrevida a hardware de outra era, há um limite para o que se pode fazer com equipamentos que já estavam sofrendo até mesmo para rodar o Windows 10. Se a ideia é trabalhar ou estudar com fluidez, talvez seja mais vantajoso investir em uma configuração simples, mas equilibrada, em vez de insistir em máquinas que mais parecem “desktopsauros Rex”.

Dá para montar um PC por R$ 1.000?

A resposta é: sim, mas com algumas condições. Quanto menor o orçamento, mais atenção é necessária na hora da escolha das peças. É preciso aceitar que a máquina terá limitações, mas também entender que, com alguns upgrades estratégicos, ela pode se tornar uma base sólida para o dia a dia.

Uma das opções mais interessantes está em processadores de gerações passadas, mas que ainda entregam bom desempenho. Um exemplo é o Intel Core i7-3770, de terceira geração. Apesar da idade, esse chip ainda dá conta de tarefas de escritório, navegação na web, consumo de mídia e até edição de imagem leve. Aliado a 16 GB de RAM e um SSD de 240 a 500 GB, o resultado é um computador responsivo, capaz de rodar sistemas como Windows 10 ou Linux com folga.

Nesse cenário, não é necessário investir em uma placa de vídeo dedicada, já que os gráficos integrados do processador suprem as necessidades básicas. E o custo final? Em torno de R$ 900 a R$ 1.000, dependendo do mercado de usados e promoções.

O que esperar desse tipo de PC

É fundamental ter clareza sobre o uso pretendido. Um computador de até R$ 1.000 não é voltado para jogos modernos ou aplicações 3D pesadas. Para esses casos, seria necessário investir em uma placa de vídeo dedicada e uma fonte mais robusta, fugindo do orçamento inicial.

Mas para quem busca algo funcional, ele atende muito bem a rotinas como:

  • Trabalho de escritório (planilhas, textos, apresentações);
  • Aulas online e videoconferências;
  • Navegação na internet com múltiplas abas abertas;
  • Streaming de vídeos em Full HD;
  • Emulação de consoles antigos (NES, SNES, PS1, PSP e até alguns títulos de PlayStation 2).

Outro ponto positivo é que esse tipo de configuração permite evoluir ao longo do tempo. Quem começa com gráficos integrados pode, no futuro, adicionar uma placa de vídeo intermediária e transformar o PC em uma máquina capaz de rodar jogos leves ou mesmo títulos um pouco mais exigentes com ajustes.

Trocar a fonte por um modelo de maior qualidade também amplia a vida útil do computador e abre caminho para novas peças.

Essa máquina certamente não vai concorrer com setups high-end, mas pode ser a solução perfeita para quem precisa trabalhar, estudar, assistir vídeos ou até reviver clássicos dos videogames sem gastar muito. No fim, mais importante do que números em benchmarks é poder usar o computador de forma produtiva e divertida. E esse é um objetivo totalmente alcançável mesmo com um orçamento enxuto.Este conteúdo é um corte do Diocast. Assista na íntegra ao episódio com a participação de Bruno Semann, criador do canal Tecnoart. A conversa está recheada de dicas práticas, demonstrando que montar um computador vai muito além de escolher peças com bom custo-benefício. É sobre entender o equilíbrio entre desempenho, durabilidade e o mais importante: o seu propósito.