Se você já cansou de digitar comandos quilométricos no terminal só para subir um contêiner, a nova atualização do Podman pode ser a salvação. A versão mais recente trouxe uma integração nativa com Quadlets, permitindo gerenciar contêineres de forma declarativa diretamente pela CLI.

Entendendo os quadlets

Quadlets não são exatamente novidade, já estavam por aí desde o Podman 4.4, mas agora ganharam tratamento VIP na linha de comando. Basicamente, são arquivos de configuração (.container, .pod, .volume ou .network) que descrevem como um contêiner deve rodar, substituindo aquela sopa de flags do podman run.

O systemd cuida de tudo: inicia, reinicia, para e até gerencia logs como se fosse um serviço comum do Linux. Mas se antes, usar Quadlets exigia mexer com arquivos em pastas do systemd, agora, o Podman traz comandos dedicados para facilitar a vida:

Com podman quadlet install, é possível carregar configurações de um arquivo local, diretório ou até mesmo de uma URL. Quer testar um contêiner direto do GitHub? Basta um comando:

podman quadlet install https://github.com/exemplo/app/raw/main/app.container

Para ver tudo o que está instalado, podman quadlet list mostra todos os Quadlets ativos, com filtros por nome e até saída em JSON para scripts. Já o podman quadlet print exibe o conteúdo de um Quadlet específico.

E quando for hora de limpar a bagunça, podman quadlet rm apaga Quadlets sem deixar rastros. Opções como --all limpam tudo de uma vez, enquanto --ignore evita erros se o arquivo já foi deletado.

Quadlets vs. Docker Compose

Quem já usou Docker Compose pode achar os Quadlets familiares, mas há diferenças importantes:

  • Enquanto o Compose depende do Docker Engine, os Quadlets rodam nativamente no Linux, usando todo o poder do systemd para gerenciamento de serviços;
  • Em vez de YAML, os Quadlets usam arquivos no estilo TOML, mais enxutos e diretos;
  • Como são tratados como serviços systemd, os contêineres sobem junto com o sistema, sem precisar de scripts extras.

Ou seja, se o seu ambiente é 100% Linux, os Quadlets podem ser a opção mais leve e integrada. Já se precisar de algo multiplataforma, o Compose ainda tem suas vantagens.

Os desenvolvedores prometem mais novidades, como o suporte ao Podman Desktop e melhor documentação. Enquanto isso, já dá para aproveitar a praticidade dos Quadlets.

E se alguém ainda estiver digitando podman run --um-milhão-de-opções, talvez seja hora de atualizar.

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