Todo sistema operacional vem com uma seleção de aplicativos pré-instalados: alguns úteis, outros questionáveis. É comum olhar para certos programas nativos e pensarem: “Por quê?”. Vamos explorar quais aplicativos o Dio, o Eddie e o Raul evitam, quais removem sem piedade e quais simplesmente fingem que não existem.
Dio e o minimalismo pragmático
Dio não é do tipo que acumula software inútil. Se um aplicativo padrão não atende às suas necessidades, ele não hesita em removê-lo.
O gerenciador de e-mails que ninguém pediu
No Pop!_OS, Dio desinstala sem dó o Geary, o gerenciador de e-mails padrão. “Se eu precisasse de um cliente de e-mail, usaria o Thunderbird ou um webmail qualquer”. O Geary não é necessariamente ruim, mas está longe de ser a melhor opção disponível.

Monitor do sistema
O monitor do sistema do GNOME é um tanto simples e carente de funcionalidades. O do KDE Plasma é um pouco mais completo, mas ele simplesmente não reconhece corretamente a GPU do Dio, exibindo poucas informações. Uma alternativa mais completa e visualmente atraente é o Mission Center.
Raul e seu contragosto a softwares legados
Existem dois softwares tão controversos no ecossistema GNOME, que um será substituído em breve e o outro é pouco utilizado pelas distros Linux.
Totem:
O Totem, reprodutor de vídeo padrão do GNOME, é uma aplicação que o Raul evita. “Ele é travado, tem interface antiga e parece abandonado”, critica. No lugar, ele usa o Celluloid (baseado no MPV), que suporta mais formatos e tem uma experiência mais fluida. O problema? Desinstalar o Totem pode quebrar o GNOME Sushi (pré-visualização de arquivos), então ele fica lá, esquecido. Por sorte, em breve o Totem será substituído.
GNOME Web (Epiphany):
“Eu queria que o GNOME Web fosse bom, mas ele não é”, lamenta Raul. O navegador padrão do GNOME, também conhecido como Epiphany, tem suporte limitado a extensões e desempenho aquém de concorrentes como Firefox ou Chromium. E parece que a maioria das distros concordam com essa opinião, tanto que é incomum ver alguma com o GNOME Web como padrão.
Eddie e o “fingir que não existe”
Eddie não necessariamente desinstala tudo, mas há programas que ele simplesmente ignora, como se fossem fantasmas digitais.
Plasma System Monitor: “Poderia Ser Melhor”
O Eddie também evita o monitor de recursos do KDE. Ele tem um monte de gráficos, mas falta informação útil de primeira, demandando configurações extra para ficar completo. Para ele, o Mission Center faz um trabalho muito melhor, mesmo consumindo mais GPU. Ainda assim, havemos de admitir que o monitor do sistema do Plasma tem um recurso interessante para “matar” processos.

Quais programas do seu sistema operacional você não utiliza?
No final, a escolha de quais aplicativos manter ou remover depende do uso pessoal. E se alguém ainda achar o GNOME Web ou o Totem úteis… saiba que existem alternativas melhores. Conte para nós pelos comentários: quais programas vieram com seu sistema operacional e você não considera boas escolhas?
Este conteúdo é um corte do Diocast. Assista na íntegra ao episódio onde conversamos sobre os ambientes gráficos que usamos no Linux. E para deixar o papo mais interessante, usamos uma mecânica inspirada no clássico jogo batalha naval! Cada participante teve a missão de revelar suas preferências, manias, e até críticas sobre o ambiente gráfico que utiliza.